segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

hoje é daqueles dias preguiçosos...


em que a preguiça do mundo chega a doer

aqueles dias em que se deseja a ignorância

pois só ela seria capaz de nos trazer a felicidade

isto sim é uma verdade: a ignorância traz felicidade!

curioso e paradoxal. racionalmente deveria ser o contrário,

quanto mais consciência e conhecimento mais perto da tal felicidade

a tão difícil de se definir, de se ensinar e de se capturar para a eternidade

essa mania eterna e humana de querer guardar pela eternidade, pro para sempre

e a tal felicidade, é algo que nos escapa a todo momento, escorrendo pelos dedos

tal qual água que se tenta capturar com as mãos, tal qual areia carregada pelo vento

solidão. ela também atrapalha a caça à felicidade, a atual solidão em que vive o homem

além da flecha, um buraco, um enorme buraco no peito que hora dói, hora lateja, hora sangra

e nos encontramos diante de outro grande paradoxo, viver sozinho num mundo tão cheio de gente

cheio de gente porém, vazio de pessoas, como disse a menina Mafalda, onde estarão as pessoas...

acho que sempre tive esta percepção, só que a ignorava. eu era feliz e não sabia. todos já foram um dia

recordo bem as horas que passei a observar os desenhos formados pelas luzes das janelas nos altos prédios

pensava o que deveria estar acontecendo naquele momento em cada quadradinho daquele, acesos e apagados

e se em pelo menos algum daqueles quadradinhos todos, teria mais alguém observando e pensando algo parecido

se alguém ali pensava que existiam outras pessoas e se existiria um sentimento que os unisse, um sistema comum

hoje não só vejo mas, se canta que é cada um no seu quadrado, mais um lampejo para consciência, luz que cega

a luz que ilumina também pode cegar, hoje todos os paradoxos se encaixam. ou todos resolveram se manifestar

manifesto oculto de paradoxos verdadeiros reinventados pela animalesca humanidade arcaica da atualidade

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

prefeitura de bh contra o fácil acesso à cultura

praça da estação não pode, mas praça do papa pode

Depois destes anos todos, de inúmeros eventos e manifestações na praça da estação, a prefeitura vem com essa, engraçado que foi bem depois das obras de recuperação, e agora com o Museu de Artes e Oficios e com o 104 tecidos bombando de eventos... engraçado né?

Participe do Protesto “Vá de Branco” em Prol dos eventos na Praça da Estação.

No dia 10 de dezembro a prefeitura de Belo Horizonte publicou decreto proibindo eventos de qualquer natureza na Praça da Estação, a partir de 1º de janeiro de 2010.

A justificativa, apresentada no decreto 13.798/09 (do dia 09 de dezembro), é sustentada no artigo 31 da Lei Orgânica Municipal. O documento considera a dificuldade em limitar o número de pessoas e garantir a segurança pública nos eventos na Praça e ainda a depredação do patrimônio público – verificada em decorrência da realização dos últimos eventos.

Os movimentos e grupos culturais foram pegos de surpresa, como a imprensa noticiou.

Participe do protesto, organize discussões: “Vá de branco”!

http://vadebranco.blogspot.com/


quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Uma chamada de um jornal de hoje dizia:
primeiros brasileiros eram sedentários.
 Será que só os primeiros?
Bom, imagine quando os portugueses aqui chegaram aqueles índios pelados, com seus rituais e danças, só caçando pra comer, só colhendo o suficiente sem se preocupar em ter uma produção extra (lucro), nadando nos rios, vivendo livres e em harmonia com a natureza, ou seja, sedentários! Trataram logo de catequizá-los, fazê-los se vestir e botar pra trabalhar! Mas antes claro, cobriram as “vergonhas”, vergonhas essas que os portugueses se aproveitaram e muito. Isto me leva a pensar que está aí a origem do nosso falso moralismo...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Cansei de brincar com a solidão.
Agora aceito o amrgo de bom gosto.
Os tempos são outros.
Dizem por aí que a história se repete.
Balela!


Este, este é o tempo da solidão.
Solidão no mar de gente.


Hoje passo em cima do que um dia foi um prédio da década de 40.
Imagem muito marcada na minha infância quando ia à casa de uma tia.
Desde pequena apreciava sua estética.
Agora, quarteirões de lembrança são meras pistas de asfalto.


É.... o progresso chegou mais uma vez a BH.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Ultimamnte tenho querido o silêncio.

A primeira coisa que se existiu, como bem disse o artista na música.

Perceber o em redor. Agora estou só, digo no meu quadrado. Porque só sempre estou. Há uma cadelinha embaixo da cadeira de onde escrevo estas breves linhas. A raça canina, os companheiros mais fiéis. Posso ouvir os pássaros a cantar, vozes ao fundo, motos e automóveis mais barulhentos umas ruas abaixo. Como é bom ouvir os pássaros e sentir a brisa.

A vida é cada vez mais barulhenta, tem gente que não aguenta.

Eu não, gosto do silêncio, dessa pausa, preciso disto. Entretanto, tenho meus momentos barulhentos tão bons quanto. Engraçada essa vida sem graça.